o futuro é Agora

10:42 zaque alves 0 Comentarios


Em tempos de Rio+20 e Código Florestal, recomendo a leitura das "recordações alucinatórias" do embaixadorMarcos de Azambuja sobre a Eco 92 na edição de maio da revista Piauí. O artigo irreverente de Azambuja nos traz o clima de 20 anos atrás, quando a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimentotransformou o Rio de Janeiro numa espécie de Woodstockverde, ao atrair para a cidade chefes de Estado, caciques, líderes espirituais, artistas, economistas e toda a sorte de facções ambientalistas.

Em suas "memórias pouco diplomáticas", o embaixador destaca o êxito da Conferência de 92, da qual ele foi o coordenador – "foi um dos momentos mais importantes da diplomacia depois da Segunda Guerra Mundial e, de fato, alterou os rumos e as prioridades das relações entre os povos". Mas ele não deixa de fazer alguns reparos, que servem de advertência aos negociadores da Rio+20. "Havia ambições que me pareciam excessivas. O desenho de uma agenda para o século XXI (a Agenda 21) continha um elemento de ingenuidade e de ambição excessiva, ao presumir que o futuro aceitaria ser definido e programado pelo passado. A posteridade sempre estará ocupada com os desafios de seu próprio tempo, sem olhar muito – ou mesmo sem olhar nada – para trás."

A nós, habitantes do século XXI, cabe buscar já as soluções para os graves problemas do planeta, uma equação capaz de conciliar a necessidade de se aumentar a produção de alimentos sem destruir a natureza, em vez de ditar regras para os futuros habitantes do século XXII. É justamente essa a proposta da reportagem de capa, que apresenta 20 lições para uma agricultura saudável. Soluções práticas, que já estão sendo aplicadas e merecem o apoio dos governos – de ecofogão e cisterna, ferramentas que ajudam o sertanejo a conviver com a seca, a tecnologias como a integração lavoura-pecuária-floresta, que tem potencial para recuperar 100 milhões de hectares de pastosdegradados pelo Brasil afora. Medidas para o curto e médio prazo, porque, no longo prazo, como dizia o economista britânico John Maynard Keynes, estaremos todos mortos.

fonte:http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI309954-18095,00-O+FUTURO+E+AGORA.html

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